Como identificar a raiva e a depressão em crianças e adolescentes
Mostrando postagens com marcador Projetos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Projetos. Mostrar todas as postagens
06/07/2014
Vivências criativas para a vida consciente ( Resumo)
O casaco
Justificativa
A iniciativa de promover a produção de texto como um momento de incentivo à criatividade e a descobertas educativas se efetivou mediante a observação da rejeição, resistência e apatia dos alunos para o ato da escrita. Este fato acrescido da constatação de comportamentos inadequados, deseducados, hostilizadores, agressivos entre alunos e até com professores me fizeram pensar promover uma atividade que possibilitasse mudanças. Assim, procurei integrar o ato de escrever como forma de expressão de vivências do aluno permitindo a percepção de novos aprendizados.
Constatando que esses comportamentos eram decorrentes de ideias preconceituosas adquiridas e de hábitos inadequados provenientes do ambiente familiar ou na comunidade onde vivem, considerei a possibilidade de promover vivências que facilitassem a percepção do preconceito como uma deformação derivada da ignorância e a conscientização para os danos gerados pelas diversas formas de agressividade consideradas por eles como “naturais”. Procurei promover a dinâmica incentivando a percepção e a conscientização de emoções envolvidas no processo de cognição, decisões e escolhas na vida. Ao mesmo tempo, incentivei atividades que permitissem a percepção de formas de mudanças positivas possíveis na vida prática.
A minha visão, como educadora e psicóloga clínica, contribuiu muito facilitando a realização da proposta. Em minhas práticas educativas, considero o aluno como um ser sensível e ético em processo de formação da cidadania solidária. Focando nestes ideais, passei a oferecer momentos de maior reflexão em diversas atividades nas quais os alunos fiquem mais envolvidos. Para isto, busco recursos que aproximem aluno e professor de modo mais descontraído e alegre. Nestas aulas, é muito importante que reflexões estejam associadas à ação compromissada tanto do aluno quanto do professor.
Na oficina de produção de texto, denominada por mim “Vivência Criativa”, o aluno é convidado a expressar suas ideias e emoções vinculadas, pelo menos, a uma ação compromissada. De acordo com esta proposta, cada aluno se envolve como pessoa integral (corpo-mente-consciência) a fim de que se mobilize, voluntariamente, para o compromisso com a mudança de hábitos orientados para valores humanitários perenes, tais como: gentileza, generosidade, cooperação, solidariedade.
A partir da vontade de incentivar o ato da escrita como forma de refletir e de comunicar mudanças de ideias e sentimentos decorrentes de uma vivência impactante ou instigante, usei a redação como processo criativo, conscientizador e libertador. Observando os comportamentos inadequados que prejudicavam o ambiente escolar e a aprendizagem constatei que tais comportamentos eram decorrentes de ideias preconceituosas adquiridas. Então considerei a possibilidade de promover vivências que facilitassem a percepção do preconceito como uma deformação derivada da ignorância. A partir da visão do aluno como um ser sensível e ético em processo de formação da cidadania solidária, passei a oferecer oficinas de produção de texto nas quais o aluno se envolvesse como pessoa integral (corpo-mente-consciência).
O elemento catalisador (objetos interessantes, notícias, fatos do dia a dia) facilita a inteiração entre o mundo externo e o mundo subjetivo promovendo o aprendizado através do processo de sensibilização. Esta proposta surgiu a partir da constatação de que a vida nos oferece fatos rotineiros que podem enriquecer nosso aprendizado quando observados com atenção mais focada. O ponto muito enriquecedor é transformar a sala de aula em laboratório vivencial, pois a experiência favorece novas conexões neurais (neuroplasticidade) como fator determinante da efetivação do processo de aprendizagem de acordo com os estudos da neurociência.
Objetivos
A oficina objetiva:
1. Produzir textos narrativos com clareza, objetividade e criatividade.
2. Usar a escrita como ato criativo para expressar vivências empregando a Língua Portuguesa.
3. Incentivar a autoestima através do reconhecimento dos próprios valores e potencialidades como ser humano ético.
4. Promover a reeducação de hábitos através da percepção, análise e discussão por meio da autoconscientização.
5. Facilitar mudanças transformadoras positivas para hábitos mentais incentivando atitudes objetivadas para valores humanísticos perenes.
6. Contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes, solidários e compromissados com sua própria vida, com o grupo social onde vivem e com o meio ambiente de paz.
Metodologia
Foi utilizado um objeto com características inesperadas para uma sala de aula - casaco velho, desbotado, bem furado e remendado -, a fim de se manter a atenção fixa e favorecer a curiosidade. A dinâmica ocorreu através de uma sequência de ações que os mantivesse atentos, integrados e motivados.
A oficina realizou-se em 14 etapas sequenciadas e correlacionadas:
1. Ao iniciar a aula, disse à turma que gostaria de compartilhar com eles o presente que ganhara. Abri a sacola lentamente, a fim de provocar curiosidade.
2. Mostrei um casaco velho, com vários furos, rasgado, remendado, já desbotado e com a inscrição “ATITUDE” estampada em vermelho.
3. Coloquei o casaco num cabide pendurado em uma cadeira sobre a mesa.
4. Fiz intervenções perguntando sobre o que pensavam a respeito do dono daquele casaco.
5. As respostas foram escritas no quadro. Os qualificativos atribuídos àquele a quem o casaco pertencera estavam diretamente associados às crenças dos alunos. A adjetivação, em grande maioria, estava relacionada a aspectos derivados de preconceitos, crenças e a aspectos considerados negativos associados à aparência do casaco: mendigo, negro, vagabundo, paraíba, preguiçoso, porco, ladrão, pobre, medroso etc.
6. O casaco circulou entre os alunos para que o tocassem e procurassem observar as sensações e sentimentos evocados pelo contato com o mesmo.
7. Fiz um convite a quem desejasse vestir o casaco. Um aluno, mais extrovertido, se propôs e realizou a tarefa com bom humor e recolocando-o no cabide.
8. Relatei aos alunos a história do ex-dono do casaco e citei suas características: profissional de nível superior, pós- graduado em análise de sistemas, graduado em duas faculdades, professor, músico, pai de dois filhos, voluntário em ações sociais, generoso e amigo das crianças. Em seguida, perguntei-lhes o que pensavam sobre o perfil do homem e dos adjetivos que estavam expostos no quadro. Os alunos verificaram que haviam determinado o perfil dele pela aparência do casaco e pela ideia que eles têm sobre pobreza. A relação entre fato e opinião foi amplamente discutida. Os alunos apresentaram argumentações variadas para suas teses sobre o tema da redação: “O casaco”.
9. Convidei a turma à produção de texto e solicitei que escolhessem um dos tipos de narrativa já estudados: crônica, conto, notícia e história em quadrinhos.
10. Para facilitar a concentração, coloquei para tocar uma das sinfonias de Mozart.
11. Após a tarefa, três redações foram sorteadas por um aluno convidado. Em seguida elas foram lidas pelos seus autores, sendo todos aplaudidos pelos colegas.
12. Os alunos foram convidados a fazerem uma avaliação sobre a atividade.
13. As fotos tiradas do passo a passo da oficina foram exibidas para a turma ao término da atividade.
14. As redações foram corrigidas, comentadas, fixadas no mural da sala e encaminhadas para serem publicadas no blog da escola juntamente com as fotos da vivência.
15. O ex-dono do casaco recebeu as fotos da vivência e os textos produzidos pelos alunos tendo ficado muito gratificado e emocionado.
16. Os alunos do sétimo ano da E. M. Prof. Teófilo Moreira da Costa receberam uma mensagem do ex-dono do casaco elogiando a iniciativa da professora e o excelente desempenho da turma.
Avaliação
A turma se mostrou interessada, receptiva e intrigada com a proposta inusitada tendo agido de modo cooperativo; no entanto, apesar da estranheza, poucos mostraram rejeição à proposta; outros pensaram que era uma brincadeira. Porém, no transcorrer da atividade, foram se envolvendo até que todos ficaram atentos, questionadores e, na hora da produção do texto, ficaram bastante concentrados no ato da escrita. Os textos foram bem criativos e muitos alunos destacaram a importância de “olhar” com mais atenção para os fatos. Os alunos deram importância à descoberta de que se deve integrar razão e emoção de modo equilibrado evitando agir baseado apenas nos hábitos já aprendidos.
A causa principal para a criação da oficina foi verificar a dificuldade e o desinteresse dos alunos do sétimo ano para escrever textos.
Ficou bem claro que os alunos gostaram da novidade e mostraram capacidade de reconhecer a importância da redação como ato criativo através do qual pode se expressar como pessoa individuacionante permanente em processo de aprendizagem. Um ponto relevante foi a conscientização para o fato de que apriorismos levam a julgamentos, a injustiças e erros.
Dentre as consequências da atividade proposta observei o aumento da capacidade de atenção e de concentração bem como disposição para participar da experiência proposta. Outra consequência foi terem trabalhado de modo mais silencioso, em cooperação discreta e com respeito entre si. Esta atividade vem contribuindo para que a turma se destaque na escola pelo seu desempenho. Muitos alunos têm relatado que a oficina é bastante interessante porque aprendem mais sobre si mesmos e sobre como viver melhor.
Durante a entrega dos textos corrigidos, elogiei o excelente desempenho da turma, evidenciei e corrigi alguns erros atribuindo conceitos pela participação nas diversas etapas da oficina. Os melhores trabalhos foram expostos no mural e no blog da escola. Alunos que mostraram mudança de atitude foram elogiados e aplaudidos. Para o fechamento, as melhores redações foram lidas e seus autores receberam livros como premiação.
Autoavaliação
Procurei manter a atenção e atitude solícita para que todos participassem da atividade. Incentivei a realização da tarefa de modo afetivo e alegre integrando os alunos mais dispersos e oferecendo apoio àqueles com mais dificuldades. Estive atenta oferecendo o feedback para todas as etapas da oficina. Gostei muito da vivência porque seus objetivos foram alcançados. Senti-me gratificada porque o trabalho foi rico em detalhes, emocionante e surpreendente.
Para realizar esta dinâmica, de modo a incentivar a criatividade e sensibilizar os alunos, contei com a experiência de muitos anos de magistério público e privado nos vários níveis, muita dedicação aos estudos e pesquisas e muitos anos exercendo a clínica como psicóloga. A tarefa foi realizada sem interrupções com determinação e comprometimento para a realização dos objetivos.
O grande aprendizado foi o de que todo aluno e toda turma podem surpreender e mostrar novas capacidades se o educador acreditar na educação e na essência do ser humano e que todo professor sempre é o primeiro a se beneficiar daquilo que ensina se for capaz de perceber, com humildade, que a relação aluno-professor é um contínuo e gratificante aprender a aprender.
Temas:
Projetos
26/06/2014
Dependência Emocional é como ser viciado em drogas
Dependência emocional é como ser viciado em drogas. Fique alerta porque ela pode chegar de modo muito sedutor.
Chama-se chantagem emocional ou chantagem psicológica quando determinadas pessoas próximas de a você se sujeitam a ameaças sutis ou grosseiras. Caso a vítima-alvo não ceda,uma série de ameaças dramáticas se sucedem de modo torturador. O processo é muito doentio e muitos relacionamentos assim terminam em tragédias. O algoz e sua vítima se relacionam de modo sado-masoquista e têm prazer no sofrimento. Não existe amor.Existe apego e posse. Para sair de um relacionamento doentio como esse é preciso muita determinação e um sério tratamento psicológico. A manipulação é a ferramenta muito bem usada pelo agente subjugador.
As pessoas chantagistas afetivas são lobos com pele de cordeiro que parecem inofensivas e feridas, quando, na verdade, constituem uma ameaça: recorrem ao medo, ao sentido do dever e ao sentimento de culpa para conseguirem o que querem, negando aos outros o direito de escolha.Elas inibem, ameaçam, chantagiam, agridem, torturam e até matam. Consideram-se sempre as donas da razão. Sua verdade é absoluta. Quando alcançam seus objetivos rodeiam a vítima uma reconfortante intimidade; quando não o conseguem recorrem às mais variadas táticas de dominação usando a sedução, a dramatização, chantagem, a lavagem cerebral e a humilhação.
Conhecem os pontos vulneráveis e secretos de sua vítima e sabem explorar a necessidade de afeto da pessoa carente e ingênua. São autoritárias, orgulhosas e arrogantes. Jamais pedem desculpas ou tem grande dificuldades de reavaliar seus erros. Em geral, sofrem muito, mas são imaturas para pedir ajuda. Elas estão por aí... Na família, no trabalho ou no universo dos amigos. Podem ser o nosso parceiro, um filho, o chefe ou um amante. Parecem se preocupar ou amar o outro. No entanto estão incapacitadas de acessar os próprios sentimentos que se encontram bloqueadas. Pessoas com o comportamento sado-masoquista, na realidade, aproveitam-se da sua proximidade para obter o que querem a qualquer preço: submeter a pessoa frágil e carente ou aquele que pode ser dominado.Vítima e algoz precisam de tratamento porque o que os une são emoções tóxicas e muito doentias. Estes relacionamentos nada têm que se pareça com amor. É meramente a busca de poder de dominação e exibicionismo para aliviar o próprio sofrimento inconsciente. Quem ama procura fazer o outro feliz. O ( Do meu livro Preço dos Apreços)
Chama-se chantagem emocional ou chantagem psicológica quando determinadas pessoas próximas de a você se sujeitam a ameaças sutis ou grosseiras. Caso a vítima-alvo não ceda,uma série de ameaças dramáticas se sucedem de modo torturador. O processo é muito doentio e muitos relacionamentos assim terminam em tragédias. O algoz e sua vítima se relacionam de modo sado-masoquista e têm prazer no sofrimento. Não existe amor.Existe apego e posse. Para sair de um relacionamento doentio como esse é preciso muita determinação e um sério tratamento psicológico. A manipulação é a ferramenta muito bem usada pelo agente subjugador.
As pessoas chantagistas afetivas são lobos com pele de cordeiro que parecem inofensivas e feridas, quando, na verdade, constituem uma ameaça: recorrem ao medo, ao sentido do dever e ao sentimento de culpa para conseguirem o que querem, negando aos outros o direito de escolha.Elas inibem, ameaçam, chantagiam, agridem, torturam e até matam. Consideram-se sempre as donas da razão. Sua verdade é absoluta. Quando alcançam seus objetivos rodeiam a vítima uma reconfortante intimidade; quando não o conseguem recorrem às mais variadas táticas de dominação usando a sedução, a dramatização, chantagem, a lavagem cerebral e a humilhação.
Conhecem os pontos vulneráveis e secretos de sua vítima e sabem explorar a necessidade de afeto da pessoa carente e ingênua. São autoritárias, orgulhosas e arrogantes. Jamais pedem desculpas ou tem grande dificuldades de reavaliar seus erros. Em geral, sofrem muito, mas são imaturas para pedir ajuda. Elas estão por aí... Na família, no trabalho ou no universo dos amigos. Podem ser o nosso parceiro, um filho, o chefe ou um amante. Parecem se preocupar ou amar o outro. No entanto estão incapacitadas de acessar os próprios sentimentos que se encontram bloqueadas. Pessoas com o comportamento sado-masoquista, na realidade, aproveitam-se da sua proximidade para obter o que querem a qualquer preço: submeter a pessoa frágil e carente ou aquele que pode ser dominado.Vítima e algoz precisam de tratamento porque o que os une são emoções tóxicas e muito doentias. Estes relacionamentos nada têm que se pareça com amor. É meramente a busca de poder de dominação e exibicionismo para aliviar o próprio sofrimento inconsciente. Quem ama procura fazer o outro feliz. O ( Do meu livro Preço dos Apreços)

24/06/2014
POSTE DA PAZ
Rosália Monteiro
"Que a paz prevaleça na Terra"
Até hoje a humanidade não teve um
só dia sem guerra em algum lugar da
Terra. Assim, após a devastação e horrores da Segunda Guerra Mundial,
especialmente a grande tragédia provocada pelas bombas atômicas, lançadas sobre
as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão;
o poeta e filósofo Masahisa Goi (1919 - 1980) rezava e meditava,
buscando uma maneira de trazer a paz para todas as pessoas e povos. A prece Que
a Paz Prevaleça na Terra, veio-lhe como uma inspiração. Ele concluiu que um
simples pensamento sobre a paz já seria um impulso nessa direção. Esta mensagem
pensada e rezada, ao menos uma vez ao dia, como uma prece ou profundo desejo
surtiria, em nossa mente, um efeito benéfico e pacificador. Quem projetar,
mentalmente, essa frase terá mais harmonia e paz dentro de si - pensava ele - e
a irradiará para os demais, procurando viver dentro do espírito que tais
palavras inspiram. Em 1955, Masahisa Goi funda, no Japão, uma instituição
dedicada `a divulgação de suas ideias.
O Poste da Paz é um obelisco (tipo de
monumento) que objetiva conscientizar sobre a importância da PAZ como meio de
sobrevivência planetária. É também a
lembrança de nosso compromisso com a vida harmônica e um ponto de encontro
entre todos que se orintam para a vida pacífica.
O Poste da Paz foi “plantado” na Escola
Municipal Teófilo Moreira da Costa no Dia Internacional da Paz, 21de setembro,
como culminância do Projeto Meditação para a Paz na Escola. Este Projeto vem sendo realizado desde 1994 na comunidade
Novo Palmares e desde 2012 na escola.
Hoje, este Projeto está vinculado ao Programa de Saúde Mental proposto
pela Secretaria Municipal de Educação. Em nossa escola, diretoria, professores,
alunos e funcionários apoiaram e se mobilizaram, alegremente, para a realização
desta iniciativa pioneira na rede municipal prol da cultura de Paz. Bandeirinhas de orações foram estendidas
junto ao Poste da Paz com as bênçãos de monge budista do templo Karma Theksun Chokhorling.
Nosso propósito é incentivar a paz
interna e a paz externa através de reflexões críticas sobre a realidade
promovendo ações educativas em favor da
não violência.
Localizado em frente à Sala de Leitura
( sugestão de querida e dedicada prof.a
Luísa Margarete), cercado por flores,
plantadas por alunos e professores, o Poste da Paz é um símbolo do espírito de
convivialidade na comunidade escolar e um lembrete permanente de que a
possiblidade de paz começa em cada um de nós.
Somos responsáveis pela Paz. Ao
erigirmos o Poste da Paz em nossa Escola, entramos em comunhão com milhares de pessoas de vários
países: homens, mulheres, jovens e crianças que cultivam e rezam pela Paz realizando ações geradoras de Paz.
Divulgue esta ideia. Reze pela paz.
Realize ações pacificadoras e construtoras de Paz.
Embora a nossa volta existam tantas
evidências de agressividade, em nossa
escola, uma bela e amorosa mensagem de
paz está florescendo na Escola Municipal
Prof. Teófilo Moreira da Costa
porque estamos convictos de que a PAZ é o maior valor para a vida mais plena.
Temas:
Projetos
Meditação para a Paz na Escola
PROJETO MEDITAÇÃO DA PAZ NA ESCOLA
CRIAÇÃO E COORDENAÇÃO: PROFA E PSICÓLOGA ROSÁLIA MONTEIRO
Justificativa
A NEUROCIÊNCIA DA MEDITAÇÃO
“A ciência sem espiritualidade é loucura. A espiritualidade sem ciência é fanatismo”
(Thomas Alva Édison - inventor)
A história da meditação (MD) inicia-se na Antiguidade. É praticada a partir do século II a.C. Os primeiros meditadores buscaram exercícios capazes de funcionar como autoindutores dos estados alterados de consciência (EAC) provocando expansão da percepção havendo várias escolas orientais e ocidentais que seguem as tradições espirituais e propostas mais recentes estruturadas com subsídios da Neurociência e na Psicologia como a Neuromeditação (Monteiro, Rosália, 1994) e a Neuroterapia.
A prática da MD inicia-se com o ato de respirar. A respiração mantém o foco na vida. Prestar atenção à respiração é o início para a tarefa da MD. Assim como a respiração, o Estado Meditativo vem sendo apontado como intrínseco à natureza humana.
A Neurociência vem indicando que a MD, como recurso de aprendizagem e de autotransformação, pode ser praticada desvinculada do simbolismo e do contexto místico-religioso. Wallace (1970) propôs que a MD se qualifica como um quarto grande estado de consciência, além da vigília, sono e da hipnose.
Os estudos científicos propiciaram a definição operacionalizada do conceito de MD através do mapeamento cerebral e pesquisas sobre suas bases neurofisiológicas (Slagter, et al, 2008; Cardoso, 2009). Isto trouxe confiabilidade; por isso, a MD está sendo praticada em hospitais, clinicas, empresas e escolas em vários países. Estudos investigam a neurofisiologia da MD e seus efeitos clínicos em patologias físicas e psíquicas; distúrbios psicológicos; bem como o desenvolvimento de potencialidades através de técnicas de neuroimagem. como a Eletroencefalografia (EEG), Ressonância Magnética funcional (RMf), Tomografia por Emissão de Pósitrons funcional (TEPf), e Tomografia por Emissão de Fóton Único (TEFI), Estimulação Magnética Transcraniana (EMT/rTMS), LORETA (Low Resolution Tomography), SPM 99 (Statistical Parametria Mapping) e Neurofeedback.
Muitos benefícios têm sido apontados e contraindicações começam a ser apontadas e discutidas. Em fevereiro de 2006, houve um grande avanço, pois o NCCAM (Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa) - órgão ligado ao NIH (Instituto Nacional de Saúde), responsável pelas pesquisas de saúde do governo dos EUA, reconheceu a MD como tratamento complementar a ser usado junto com os tratamentos médicos convencionais. Em maio de 2006, no Brasil, o Ministério da Saúde baixou portaria incentivando hospitais e postos de saúde a indicarem a MD para os pacientes. Hoje, várias unidades de saúde disponibilizam essa opção na rede pública. Na cidade de São Paulo, o serviço está disponível em 45 órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Estudos da Neurociência e da Psicologia indicam que os processos de aprendizagem decorrentes da MD envolvem: atenção, cognição, percepção e memória. A MD é considerada um estado de consciência diferenciado de outros em bases neurofisiológicas (Jaseja, 2008) identificáveis no EEG. Estudos iniciais sobre MD a consideravam como estado de relaxamento passivo. Porém, estudos atuais, através do EEG, a associam a estados ativos que envolvem a reestruturação cognitiva e de aprendizagem, sendo considerada meio para o entendimento da consciência e dos Estados Alterados de Consciência. A MD vem sendo indicada como prática eficaz em processos de aprendizagem havendo evidências da alteração da relação estímulo-resposta. No entanto, pouco se conhece sobre os processos neurofisiológicos da MD, (Lutz, A. et al, 2008). Estudos indicam um novo tipo de reposta comportamental após treinamento continuado. A MD tem sido indicada como coadjuvante terapêutico e técnica de aprendizagem a partir de estudos que relacionam MD e EEG , associando-a a diversas áreas cerebrais e sua expansão. Um foco inovador encontra-se na relação córtex pré-frontal e formação reticular ativadora devido à resposta de atenção relaxada promovida durante e após a prática meditativa. Bases neurofisiológicas estão sendo correlacionadas aos vários tipos de EM e variadas técnicas baseadas em estudos de EEG. As leis e princípios do EEG favorecem a mensuração, em tempo real, dos processos neurais da aprendizagem. A MD orienta processos de aprendizagem que levam seus praticantes a intensas transformações neurofisiológicas, cognitivas, emocionais e comportamentais. Da mudança de hábitos condicionados ao padrão luta-fuga-paralisia e comportamentos disfuncionais; propiciando aprendizagem funcional (Lente, R., 2008) consciente para a construção de novos padrões que favoreçam à homeostase e à mente desperta ou Iluminação: desapego, generosidade, compaixão, expansão perceptual, pensamento operacional unitário, hiperacuidade, serenidade, consciência cósmica (Goswamni, 2007).
As descobertas da neurociência vêm favorecendo um novo olhar sobre a
aprendizagem, sobre o ato clínico disponibilizando informações e tecnologia que tornam esses processos bem mais objetivos. A Neurociência Cognitiva, a Neurociência Clínica e a Neuropsicologia vão se tornando indispensáveis à medida que facilitam a ruptura de fronteiras entre profissionais que cuidam da aprendizagem e da saúde mental.
Reconhecer a MD como processo de aprendizagem e coadjuvante terapêutico validados, implica aceitar e reconhecer também um tipo de modelo de mente que difere da concepção teórica ocidental.
Descobertas sobre MD enfatizam que esta propicia a atenção concentrada, a compaixão, criatividade, empatia, paciência, ampliação das percepções, relaxamento psicofísico, imunologia (Davidson, RJ et al, 2003). Este entendimento precisa ser ampliado no contexto ocidental. Parece que a descoberta da neuroplasticidade, da modalização e dos neurônios espelho nos oferece a chave para realização de potenciais humanos mentais e emocionais positivos, desvinculados de rótulos místicos ou religiosos como já começa a acontecer nas instituições educativas, na clínica psicológica e na clínica médica. (Wolman,N., 2002).
“O importante é não isolarmos a meditação do resto de nossa vida, mas permitir que ela
transforme nossos atos. Descobriremos que isso não é tão fácil quanto parece. O ego está bem defendido contra mudança.” (Amit Goswami, Físico e Pesquisador)
Referência: MONTEIRO, Rosália. Meditação e Eletroencefalografia, IPU-,UFRJ, 2011.
Rosália Monteiro :Especialista em Neurociência Aplicada pelo Instituto de Psiquiatria(IPUB)– UFRJ, Pós-Graduada (UFRJ e UGF), Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta, Professora, Pesquisadora da relação corpo-mente-consciência e Meditadora, sendo aluna de Grandes Mestreso como Chagdug Rimpoche, Lama Gangchen Rimpoche, Lama Michel Rimpoche e Dzonzar Khientse Rimpoche.
Meditar é um modo simples e eficaz de promover o bem-estar e a autocura. As pesquisas da Neurociência e da Psicologia apontam a meditação como uma terapia eficaz no tratamento de doenças físicas, desequilíbrios emocionais e como excelente recurso de aprendizagem para a aquisição de hábitos positivos que favorecem que você se torne uma pessoa mais sinergética e proativa.
O Projeto Meditação da Paz na Escola está inserido no Programa Consciência criado por mim em 1999 e registrado na Biblioteca Nacional sob o número 1669543 e objetiva incentivar desenvolver a Cultura de Paz através de comportamentos pacíficos e ações psicopedagógicas orientadas pela Educação da Paz a fim de contribuir para o desenvolvimento de habilidades; tais como: a atenção focada, a cognição, a memória, o equilíbrio emocional e a convivência social harmônica. Isto favorece a conscientização da não-violência social, a redução e a eliminação do estresse. Neste projeto, as atividades educacionais são dirigidas às crianças e jovens contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, amorosos e pacíficos.
Ao dar início ao Projeto Meditação da Paz na Escola, o Poste da Paz é “plantando” pela comunidade escolar simbolizando o compromisso de todos em praticar ações que levem à paz inetrna e à paz externa.
Objetivo Geral
Favorecer o estado de prontidão psicofísica para melhoria da aprendizagem através de práticas de meditação promovendo o desenvolvimento da capacidade meditativa.
Objetivos Específicos
· Promover práticas de Meditação para alunos do sétimo ano, das turmas 1703, 1704 e 1705, aproximadamente 120 alunos, da Escola Municipal Prof. Teófilo Moreira da Costa.
· Favorecer a atenção, a cognição e a memória através da melhoria da circuitaria cerebral.
· Desenvolver o hábito da introspecção favorecendo auto-observação e autoconscientização.
· Favorecer a convivência social harmônica nos relacionamentos consigo mesmo, com os familiares e com a sociedade em geral cultivando a gentileza, o respeito e a generosidade.
· Incentivar a ampliação das perspectivas culturais sobre a Cultura de Paz
· Incentivar atividades para diminuir a agressividade pessoal e social desenvolvendo comportamentos pacíficos
· Favorecer comportamentos cognitivos com base na lógica focada na Cultura de Paz
· Contribuir para a formação de cidadão pacíficos.
· Incentivar a meditação como ferramenta de aprendizagem da mente para hábitos mais pacíficos.
Método : Neuromeditação
Este método de meditação integra os conhecimentos da Neurociência, da Psicologia e das grandes Tradições Orientais a fim de adaptar à Meditação ao modo de vida Ocidental.
Este método foi sesenvolvido por mim com base na visão de um ser humano ético integrado (corpo-mente-consciência - espírito). O objetivo maior é desenvolver habilidades que favoreçam a melhoria da aprendizagem e a mudança de mentalidade. As técnicas empregadas resultam da integração de práticas orientais e ocidentais que são aplicadas com a finalidade de ativar, desenvolver áreas cerebrais associadas à aprendizagem; tais como: córtex pré-frontal, giro cingulado, núcleo reticular do tálamo, núcleo geniculado lateral, lobo parietal posterior superior e outras. O processo eletroquímico nessas estruturas do Sistema Nervoso associados são mais ativados em praticantes de meditação continuada. Assim, os estudantes que praticam meditação de modo perseverante se beneficiam da neuroplasticidade e da modularização desencadeadas pela atividade meditativa. Isto promove a melhoria da qualidade na aprendizagem de modo abrangente.
As atividades de meditação serão realizadas nos 15 primeiros minutos da aula quatro vezes por semana coordenadas pelo professor com treinamento em técnicas de meditação.
Atividades
As práticas dar-se-ão em um ambiente tranquilo através de uma série gradual de exercícios de relaxação psicofísicas, movimentos variados de respiração consciente e exercícios de visualização criativa. Após a atividade, cada aluno escreve sobre suas observações e comenta com o professor sua vivência meditativa se o desejar.
Durante o ano letivo são trabalhados quatro temas de forma bimestral. As atividades pedagógicas de cada bimestre são preparadas em conjunto com a coordenação do projeto e cada turma desenvolve o tema conforme indicações psicopedagógicas para sua faixa etária. Ao final de cada bimestre, os trabalhos realizados por cada turma são avaliados e apresentados em plenários, seminários, festa de confraternização e divulgados em blogs escola e sites na internet.
Atividade bimestral:
1. Os pais dos participantes são envolvidos nas atividades através do encorajamento de apoio voluntário, palestras de esclarecimentos e reuniões para informações, avaliações.
2. Os coordenadores e agentes se reúnem para avaliação, discussão e sugestão das práticas educacionais em andamento.
Atividade semestral:
Durante o ano letivo são programadas visitas educativas a museus, escolas de circo, teatros, órgãos públicos, estações de tratamento de esgoto, parques e outras entidades.
Atividade anual:
Os trabalhos realizados, em turma, são apresentados no encerramento do ano com a presença dos Pais, Amigos, Parceiros, Voluntários, num clima de festa. Isto favorece o aumento da autoestima das crianças e jovens, promovendo a integração da família, comunidade, parceiros e a sociedade e incentivando a autoestima dos moradores.
Os trabalhos artesanais desenvolvidos são vendidos e revertem em fundos para a sustentabilidade do projeto.
CRIAÇÃO E COORDENAÇÃO: PROFA E PSICÓLOGA ROSÁLIA MONTEIRO
Justificativa
A NEUROCIÊNCIA DA MEDITAÇÃO
“A ciência sem espiritualidade é loucura. A espiritualidade sem ciência é fanatismo”
(Thomas Alva Édison - inventor)
A história da meditação (MD) inicia-se na Antiguidade. É praticada a partir do século II a.C. Os primeiros meditadores buscaram exercícios capazes de funcionar como autoindutores dos estados alterados de consciência (EAC) provocando expansão da percepção havendo várias escolas orientais e ocidentais que seguem as tradições espirituais e propostas mais recentes estruturadas com subsídios da Neurociência e na Psicologia como a Neuromeditação (Monteiro, Rosália, 1994) e a Neuroterapia.
A prática da MD inicia-se com o ato de respirar. A respiração mantém o foco na vida. Prestar atenção à respiração é o início para a tarefa da MD. Assim como a respiração, o Estado Meditativo vem sendo apontado como intrínseco à natureza humana.
A Neurociência vem indicando que a MD, como recurso de aprendizagem e de autotransformação, pode ser praticada desvinculada do simbolismo e do contexto místico-religioso. Wallace (1970) propôs que a MD se qualifica como um quarto grande estado de consciência, além da vigília, sono e da hipnose.
Os estudos científicos propiciaram a definição operacionalizada do conceito de MD através do mapeamento cerebral e pesquisas sobre suas bases neurofisiológicas (Slagter, et al, 2008; Cardoso, 2009). Isto trouxe confiabilidade; por isso, a MD está sendo praticada em hospitais, clinicas, empresas e escolas em vários países. Estudos investigam a neurofisiologia da MD e seus efeitos clínicos em patologias físicas e psíquicas; distúrbios psicológicos; bem como o desenvolvimento de potencialidades através de técnicas de neuroimagem. como a Eletroencefalografia (EEG), Ressonância Magnética funcional (RMf), Tomografia por Emissão de Pósitrons funcional (TEPf), e Tomografia por Emissão de Fóton Único (TEFI), Estimulação Magnética Transcraniana (EMT/rTMS), LORETA (Low Resolution Tomography), SPM 99 (Statistical Parametria Mapping) e Neurofeedback.
Muitos benefícios têm sido apontados e contraindicações começam a ser apontadas e discutidas. Em fevereiro de 2006, houve um grande avanço, pois o NCCAM (Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa) - órgão ligado ao NIH (Instituto Nacional de Saúde), responsável pelas pesquisas de saúde do governo dos EUA, reconheceu a MD como tratamento complementar a ser usado junto com os tratamentos médicos convencionais. Em maio de 2006, no Brasil, o Ministério da Saúde baixou portaria incentivando hospitais e postos de saúde a indicarem a MD para os pacientes. Hoje, várias unidades de saúde disponibilizam essa opção na rede pública. Na cidade de São Paulo, o serviço está disponível em 45 órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Estudos da Neurociência e da Psicologia indicam que os processos de aprendizagem decorrentes da MD envolvem: atenção, cognição, percepção e memória. A MD é considerada um estado de consciência diferenciado de outros em bases neurofisiológicas (Jaseja, 2008) identificáveis no EEG. Estudos iniciais sobre MD a consideravam como estado de relaxamento passivo. Porém, estudos atuais, através do EEG, a associam a estados ativos que envolvem a reestruturação cognitiva e de aprendizagem, sendo considerada meio para o entendimento da consciência e dos Estados Alterados de Consciência. A MD vem sendo indicada como prática eficaz em processos de aprendizagem havendo evidências da alteração da relação estímulo-resposta. No entanto, pouco se conhece sobre os processos neurofisiológicos da MD, (Lutz, A. et al, 2008). Estudos indicam um novo tipo de reposta comportamental após treinamento continuado. A MD tem sido indicada como coadjuvante terapêutico e técnica de aprendizagem a partir de estudos que relacionam MD e EEG , associando-a a diversas áreas cerebrais e sua expansão. Um foco inovador encontra-se na relação córtex pré-frontal e formação reticular ativadora devido à resposta de atenção relaxada promovida durante e após a prática meditativa. Bases neurofisiológicas estão sendo correlacionadas aos vários tipos de EM e variadas técnicas baseadas em estudos de EEG. As leis e princípios do EEG favorecem a mensuração, em tempo real, dos processos neurais da aprendizagem. A MD orienta processos de aprendizagem que levam seus praticantes a intensas transformações neurofisiológicas, cognitivas, emocionais e comportamentais. Da mudança de hábitos condicionados ao padrão luta-fuga-paralisia e comportamentos disfuncionais; propiciando aprendizagem funcional (Lente, R., 2008) consciente para a construção de novos padrões que favoreçam à homeostase e à mente desperta ou Iluminação: desapego, generosidade, compaixão, expansão perceptual, pensamento operacional unitário, hiperacuidade, serenidade, consciência cósmica (Goswamni, 2007).
As descobertas da neurociência vêm favorecendo um novo olhar sobre a
aprendizagem, sobre o ato clínico disponibilizando informações e tecnologia que tornam esses processos bem mais objetivos. A Neurociência Cognitiva, a Neurociência Clínica e a Neuropsicologia vão se tornando indispensáveis à medida que facilitam a ruptura de fronteiras entre profissionais que cuidam da aprendizagem e da saúde mental.
Reconhecer a MD como processo de aprendizagem e coadjuvante terapêutico validados, implica aceitar e reconhecer também um tipo de modelo de mente que difere da concepção teórica ocidental.
Descobertas sobre MD enfatizam que esta propicia a atenção concentrada, a compaixão, criatividade, empatia, paciência, ampliação das percepções, relaxamento psicofísico, imunologia (Davidson, RJ et al, 2003). Este entendimento precisa ser ampliado no contexto ocidental. Parece que a descoberta da neuroplasticidade, da modalização e dos neurônios espelho nos oferece a chave para realização de potenciais humanos mentais e emocionais positivos, desvinculados de rótulos místicos ou religiosos como já começa a acontecer nas instituições educativas, na clínica psicológica e na clínica médica. (Wolman,N., 2002).
“O importante é não isolarmos a meditação do resto de nossa vida, mas permitir que ela
transforme nossos atos. Descobriremos que isso não é tão fácil quanto parece. O ego está bem defendido contra mudança.” (Amit Goswami, Físico e Pesquisador)
Referência: MONTEIRO, Rosália. Meditação e Eletroencefalografia, IPU-,UFRJ, 2011.
Rosália Monteiro :Especialista em Neurociência Aplicada pelo Instituto de Psiquiatria(IPUB)– UFRJ, Pós-Graduada (UFRJ e UGF), Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta, Professora, Pesquisadora da relação corpo-mente-consciência e Meditadora, sendo aluna de Grandes Mestreso como Chagdug Rimpoche, Lama Gangchen Rimpoche, Lama Michel Rimpoche e Dzonzar Khientse Rimpoche.
Meditar é um modo simples e eficaz de promover o bem-estar e a autocura. As pesquisas da Neurociência e da Psicologia apontam a meditação como uma terapia eficaz no tratamento de doenças físicas, desequilíbrios emocionais e como excelente recurso de aprendizagem para a aquisição de hábitos positivos que favorecem que você se torne uma pessoa mais sinergética e proativa.
O Projeto Meditação da Paz na Escola está inserido no Programa Consciência criado por mim em 1999 e registrado na Biblioteca Nacional sob o número 1669543 e objetiva incentivar desenvolver a Cultura de Paz através de comportamentos pacíficos e ações psicopedagógicas orientadas pela Educação da Paz a fim de contribuir para o desenvolvimento de habilidades; tais como: a atenção focada, a cognição, a memória, o equilíbrio emocional e a convivência social harmônica. Isto favorece a conscientização da não-violência social, a redução e a eliminação do estresse. Neste projeto, as atividades educacionais são dirigidas às crianças e jovens contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, amorosos e pacíficos.
Ao dar início ao Projeto Meditação da Paz na Escola, o Poste da Paz é “plantando” pela comunidade escolar simbolizando o compromisso de todos em praticar ações que levem à paz inetrna e à paz externa.
Objetivo Geral
Favorecer o estado de prontidão psicofísica para melhoria da aprendizagem através de práticas de meditação promovendo o desenvolvimento da capacidade meditativa.
Objetivos Específicos
· Promover práticas de Meditação para alunos do sétimo ano, das turmas 1703, 1704 e 1705, aproximadamente 120 alunos, da Escola Municipal Prof. Teófilo Moreira da Costa.
· Favorecer a atenção, a cognição e a memória através da melhoria da circuitaria cerebral.
· Desenvolver o hábito da introspecção favorecendo auto-observação e autoconscientização.
· Favorecer a convivência social harmônica nos relacionamentos consigo mesmo, com os familiares e com a sociedade em geral cultivando a gentileza, o respeito e a generosidade.
· Incentivar a ampliação das perspectivas culturais sobre a Cultura de Paz
· Incentivar atividades para diminuir a agressividade pessoal e social desenvolvendo comportamentos pacíficos
· Favorecer comportamentos cognitivos com base na lógica focada na Cultura de Paz
· Contribuir para a formação de cidadão pacíficos.
· Incentivar a meditação como ferramenta de aprendizagem da mente para hábitos mais pacíficos.
Método : Neuromeditação
Este método de meditação integra os conhecimentos da Neurociência, da Psicologia e das grandes Tradições Orientais a fim de adaptar à Meditação ao modo de vida Ocidental.
Este método foi sesenvolvido por mim com base na visão de um ser humano ético integrado (corpo-mente-consciência - espírito). O objetivo maior é desenvolver habilidades que favoreçam a melhoria da aprendizagem e a mudança de mentalidade. As técnicas empregadas resultam da integração de práticas orientais e ocidentais que são aplicadas com a finalidade de ativar, desenvolver áreas cerebrais associadas à aprendizagem; tais como: córtex pré-frontal, giro cingulado, núcleo reticular do tálamo, núcleo geniculado lateral, lobo parietal posterior superior e outras. O processo eletroquímico nessas estruturas do Sistema Nervoso associados são mais ativados em praticantes de meditação continuada. Assim, os estudantes que praticam meditação de modo perseverante se beneficiam da neuroplasticidade e da modularização desencadeadas pela atividade meditativa. Isto promove a melhoria da qualidade na aprendizagem de modo abrangente.
As atividades de meditação serão realizadas nos 15 primeiros minutos da aula quatro vezes por semana coordenadas pelo professor com treinamento em técnicas de meditação.
Atividades
As práticas dar-se-ão em um ambiente tranquilo através de uma série gradual de exercícios de relaxação psicofísicas, movimentos variados de respiração consciente e exercícios de visualização criativa. Após a atividade, cada aluno escreve sobre suas observações e comenta com o professor sua vivência meditativa se o desejar.
Durante o ano letivo são trabalhados quatro temas de forma bimestral. As atividades pedagógicas de cada bimestre são preparadas em conjunto com a coordenação do projeto e cada turma desenvolve o tema conforme indicações psicopedagógicas para sua faixa etária. Ao final de cada bimestre, os trabalhos realizados por cada turma são avaliados e apresentados em plenários, seminários, festa de confraternização e divulgados em blogs escola e sites na internet.
Atividade bimestral:
1. Os pais dos participantes são envolvidos nas atividades através do encorajamento de apoio voluntário, palestras de esclarecimentos e reuniões para informações, avaliações.
2. Os coordenadores e agentes se reúnem para avaliação, discussão e sugestão das práticas educacionais em andamento.
Atividade semestral:
Durante o ano letivo são programadas visitas educativas a museus, escolas de circo, teatros, órgãos públicos, estações de tratamento de esgoto, parques e outras entidades.
Atividade anual:
Os trabalhos realizados, em turma, são apresentados no encerramento do ano com a presença dos Pais, Amigos, Parceiros, Voluntários, num clima de festa. Isto favorece o aumento da autoestima das crianças e jovens, promovendo a integração da família, comunidade, parceiros e a sociedade e incentivando a autoestima dos moradores.
Os trabalhos artesanais desenvolvidos são vendidos e revertem em fundos para a sustentabilidade do projeto.
Temas:
Projetos







